Sempre fui ratinha de Internet (Alô #OrgulhoNerd!!). Desde a época do Vídeo-Texto, do finado ICQ, dos chats do Uol. Já tive site de Friends, administrei e participei de diversas listas no YahooGroups. Fiz amigos, já me arrumaram emprego e até um dos meus padrinhos de casamento vem de uma amizade que começou virtual e se tornou real.O fato é que, a minha capacidade de fazer amigos on line é inversamente proporcional ao a minha capacidade de fazer amigos na vida real. E não, não me orgulho disso.
Onde eu queria chegar mesmo? Ah, lembrei!
Confesso que minha aderência ao Twitter se deu mais pelo fato de estar me sentindo sozinha ficando o dia todo em casa (foi durante a licença maternidade) e que lá poderia divulgar o blog, conversar um pouco talvez. Nunquinha na minha vida passou pela cabeça que poderia conhecer e conversar com outras mães. Tanto que as primeiras pessoas que segui eram na maioria as donas dos blogs que eu lia na época, de beleza e maquiagem, nada a ver com maternidade. Com o passar dos dias uma coisa puxou a outra – não me pergunte como - e eu estava ali conhecendo mamães, cheias de dúvidas, alegrias e problemas, iguais a mim. Logo conheci as meninas da Rede Mulher e Mãe, que me deram colo e me apresentaram mães e futuras mães. Que delícia! Posso finalmente conversar com gente que sabe exatamente sobre o que eu estou passando!
Neste grupo de amigas que cresce a cada dia compartilhamos angústias, conquistas e até um monte de bobagens (ninguém é de ferro). Arrisco até a dizer que minhas amigas do Twitter sabem mais da vida do meu filho do que minha própria família! Nunca vou esquecer do dia que Dudu ficou doente e passamos o Carnaval inteiro indo e voltando do hospital, as amigas ficaram lá comigo dando força, dicas, conselhos – é como se estivessem lá segurando a minha mão. Aí você pode pensar “Mas em um momento desses, que seu filho estava doente, você ficava tuitando?”. Eu respondo sem pestanejar: SIM! Me distraiu, me acalmou, me alegrou, me confortou. Não é isso que a gente precisa?
Sabemos os nomes e apelidos dos filhos. Rimos das gracinhas deles. Vibramos com o primeiro dente, o primeiro passinho, as primeiras palavras. Damos um “UPA” no primeiro dia de aula ou quando alguém está doente. Pedimos e damos conselhos. Compartilhamos pontos de vista. Brigamos - menos eu, sou uma lady... cof cof – e compramos brigas das amigas. Damos palpites na decoração da festinha. Acompanhamos tentativas de engravidar, enjôos, gestações inteiras e nascimentos. Choramos quando algo muito triste acontece, como um aborto espontâneo ou a perda de um filho. São todas as emoções num dia só!
Essas amizades também se estendem pra vida real, já tivemos alguns encontros e são tão gostosos, tão legais e tão divertidos! Quando nos encontramos não fica aquele silêncio, parece que nos conhecemos de longa data, assunto não falta, falta é tempo pra tanta conversa e diversão. Quer ver?
| Primeiro encontro das #Twitmães - Dezembro/2010 |
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| Aniversário do Dudu - Março/2011 |
| Chá da Depressão - Maio/2011 |
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| Festa Junina da Depressão - Junho/2011 |
E não pense que entra quem quer! Aqui não é bagunça não... Somos a Panela, a Liga da Justiça. Brincadeira, gente!
#AmoMuito azamiga Twitmães!E se você não entendeu nadinha da frase acima, tá precisando entrar no Twitter. Rá!
Coração cas mão pra vocêstudo suas lynda, muah!
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