Olá meninas... Espero que tenham tido uma boa semana.
Peço desculpas antes de entrar no assunto por minha ausência na última sexta-feira.
Nas semanas que se passaram, vimos um derramamento de notícias na net acerca da coleção da Arezzo que continha peles de animais. Os protestos foram muitos e a marca, em nota oficial, informou que não cabe a ela entrar na discussão de uso ou não de peles animais mas que em respeito aos seus consumidores, retiraria todas as peças de suas lojas – e assim o fez.
A desgraça da coleção se chamava “Pelemania”! Que lindo, não? Mas o fato é que a marca agiu com seriedade e soltou o seguinte comunicado em seu site oficial e para a imprensa em geral:
AREZZO ENCERRA PELEMANIA
Em respeito aos consumidores e por acreditar na pluralidade de opiniões, a Arezzo reitera que não comercializará mais em suas lojas qualquer produto com pelo de animais. Para que não pairem dúvidas, a empresa determinou também a suspensão da venda de produtos com pelo sintético, finalizando definitivamente o tema Pelemania nas nossas lojas.
A partir de hoje abrimos um canal direto para que os internautas possam tirar suas dúvidas pela nossa fan page no Facebook ou pelo site oficial. A empresa se sensibiliza com as manifestações e entende que o caráter colaborativo da internet pode ser um instrumento para a co-criação no mundo da moda.
Somos uma empresa dinâmica e constantemente em busca de inovação; lançamos anualmente nove coleções diferentes, com cerca de cinquenta temas em linha com as últimas tendências da moda mundial e de acordo com o desejo de nossos consumidores.
Reforçamos, assim, que nossos clientes continuam dispondo de um portfólio de produtos diversificados, inovadores e de qualidade, como é nossa vocação.
Equipe AREZZO
A Iódice e a Colcci foram outras marcas recentemente atacadas por ativistas pela vida e dignidade dos animais e por consumidores em potencial e das próprias grifes e, conscientizados da crueldade que representa o uso de peles verdadeiras, num gesto de respeito ao consumidor e principalmente à vida dos animais, retiraram das prateleiras todas os produtos feitos com peles de coelhos, raposas, chinchilas.

No caso da Colcci, a companhia postou um comunicado oficial no Facebook, e não apagou os comentários dos seguidores que protestavam. No dia 27 de abril, a empresa disse que utiliza em suas coleções peles sintéticas e que, nos lançamentos do inverno 2011, “há apenas uma bolsa de pele de coelho, que possui todos os certificados ambientais necessários”.
A marca afirmou que a pele usada é considerada resíduo, e é comprada de um frigorífico que comercializa a carne deste animal para consumo humano. Sendo assim, os animais não foram sacrificados para o uso das peles.
Claro que isso pode muito bem ser verdade mas nem por isso é aceitável. Os que comem carne de coelho são tão assassinos quanto os que usam um casaco com sua pele. Não há nada que lhes diminua a responsabilidade moral! Apenas o “pecado capital” mudou de vaidade para gula. Progresso? Não creio!
No comunicado da Colcci ainda constou: “Mesmo assim a marca não pretende utilizar peles verdadeiras em suas futuras coleções e se compromete em retirar este modelo de bolsa do mercado”.
PONTO PARA A COLCCI !!!!
Nas duas últimas semanas, dos dez principais “trends” da rede social twitter, o #lelisblood (Le Lis sangue) era o quarto colocado.
O protesto era contra a carneceira Le Lis Blanc, que em sua atual coleção tem peças confeccionadas com peles de animais inocentes.

Também a exemplo da conta social da Arezzo no Facebbok, os usuários acusam a empresa de matar animais indefesos, entre outros comentários; com uma diferença: a Le Lis Blanc apagou os comentários desfavoráveis de sua página. Incrível como a marca é ditadora não? Não aceita opiniões contrárias, não admite sua crueldade inconteste e apaga os comentários de quem se opõe!
Bem-vindos ao século XIII !!!
Em sua página na rede, a empresa postou um comunicado oficial, com data de 30 de abril. Nele, diz que, em sua coleção de inverno, usou pele de coelho certificada pelo Ibama em algumas de suas peças. “Ressaltamos que esta pele de coelho é legalmente comercializada no Brasil e é oriunda de frigoríficos que vendem a carne para fins alimentícios. A Le Lis Blanc é totalmente contra o tráfico, criação e o sacrifício de animais silvestres”, afirma na nota.
A companhia afirma ainda que um de seus principais valores é o respeito ao meio ambiente (hahahahahahahahahaha – desculpem-me mas tive que dar uma pausa para rir!!!) e que respeita e aceita as opiniões diversas sobre o assunto em questão, (hahahahahahahahahaha – desculpem-me mas tive que dar outra pausa para rir!!!) apostando no diálogo como a melhor forma de manter uma relação transparente com os clientes.
Ao final diz que se reserva no direito de retirar imediatamente da sua página do Facebook comentários considerados impróprios ou ofensivos, que promovam a violência e a agressão verbal entre os seguidores. (será que devo fazer outra pausa para rir?)
Após a postagem, 141 pessoas “curtiram” a posição da empresa. O post indicava 265 comentários, mas apenas dois podiam ser vistos. Um classifica a empresa como desumana, e o outro pergunta: “É assim que vocês são abertos ao diálogo?”.
Enfim... a Le Lis Blanc foi bastante clara para quem quisesse ouvir. Ela faz o que quer e o que acha melhor para engordar os seus caixas e F(...)-se quem pensa diferente e os animais que pagaram com a vida para que cafoninhas endinheiradas desfilem por aí com uma carcaça pendurada no corpo e crentes que estão abafando!
As “pobres” que não compram na Le Lis Blanc não interessam a eles. Bem, sinto informar que gasto mensalmente com animais muito mais do que essas retardadas deixam nos caixas das lojas, portanto, eu poderia ser muito mais interessante para as finanças da marca se estivesse feliz do que estando contrariada como estou. E como eu, há muitas outras...
Mas para quem acha que o show de horrores acabou, senta aí e lê porque vem mais.

O estilista Carlos Miele, dono da grife M. Officer, fez, durante entrevista em Florianópolis (SC), onde esteve para participar do ciclo de palestras do Donna Fashion DC Iguatemi, uma das mais repulsivas declarações já dadas por um representante da moda brasileira.
Questionado sobre o uso de peles verdadeiras no vestuário, ele afirmou que “os animais de cativeiro são criados para esse propósito. Acho que tudo neles tem de ser consumido, até o osso. Não concordo com o uso de peles de animais selvagens. Mas acho essa discussão simples demais. Então, se não podemos usar peles de animais de cativeiro, temos de discutir se podemos continuar comendo peixes e carnes, por exemplo”.
Sim Sr. Miele; comer carne de animais é questionável sim senhor, mesmo que o senhor não saiba disso, mas essa discussão existe há bastante tempo. E devo também lhe informar que dessa discussão, muitos novos vegetarianos tem surgido alem de outras tantas pessoas que reduziram o consumo de carne como preparatório para – a seu tempo – abandonarem tal conduta.
O que é inadimissível é o senhor querer justificar a sua pecha pela pecha alheia. Olhe primeiro para as suas atitudes e tente corrigi-las e depois aponte o seu dedo podre para a cara dos outros.
A partir desse princípio eu posso matar a minha vizinha autoritária porque há muitos assassinos por aí matando pessoas pelos mais variados motivos! Quando eles pararem de matar eu paro também. É isso? Faça-me o favor! Que cérebro mais inútil o senhor tem! Livre-se dele para abrir espaço na cabeça, pois ele não lhe faz falta!

Carlos Miele é o retrato da falta de consciência e ética na moda. A declaração é amoral diante do total descaso com a crueldade já bastante conhecida do mercado de peles. (quem tiver condição psicológica para isso, veja este vídeo).
É com esse pensamento que Carlos Miele quer ampliar o alcance das suas marcas, M. Officer e a que leva seu nome, que atualmente são vendidas em 27 países para 40.
Muito bem.... depois disso a pergunta é simples:
De que lado você está?
Tenham um bom fim de semana...



































