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Boas Notícias

15 de dezembro de 2010
Semana passada usei meu espaço neste blog para apontar as falhas de caráter e a superficialidade das celebridades que insistem em perpetuar a dor e o sofrimento dos animais pelo motivo mais fútil de todos: os casacos de pele.

Esta semana...felizmente, tenho algumas boas notícias para dividir com as pessoas que tanto quanto eu desejam um tratamento digno para os animais...assim como para as pessoas também:

Noruega proibe uso de peles na semana da moda


A iniciativa partiu de uma organização, a NOAH, que coletou mais de 200 assinaturas de estilistas, modelos e fotógrafos, envolvidos com a moda, contra o uso de peles. Há algum tempo, foi noticiado em telejornais do país as condições deploráveis em que viviam os animais nestas fazendas, onde eles são criados para a exploração de suas peles. Vários partidos exigiram que elas fossem fechadas e o desfecho foi a proibição das peles na semana de moda da Noruega.


Nasa desiste de realizar testes radiativos em macacos



Os animais foram expostos a doses nocivas de radiação, isolados em jaulas para que os cientistas estudassem as variações comportamentais destes animais, causadas pela radiação.
(Sinceramente alguém vislumbra alguma razão para a realização deste teste?




Nova Friburgo proibe rodeios na cidade



A lei foi sancionada pelo prefeito Demerval Barboza Moreira Neto no dia 02/12 e proibe tanto rodeios, quanto touradas ou qualquer evento similar de péssimo gosto na cidade, localizada no interior do Rio De Janeiro.








Paraná mantém a proibição de animais em circos



Essa foi uma vitória de várias organizações ambientais e de defesa dos animais, que unidas conseguiram fazer a diferença.




Canadá eliminou por completo os experimentos em animais em faculdades.




O Canadá já tem um histórico de ética no que diz respeito ao tratamento dos animais e agora aboliu por completo os experimentos com animais em faculdades. Primeiro mundo é assim: eles utilizam as alternativas já existentes que poupam os animais e ainda assim conseguem formar bons profissionais.






Enfim...são algumas boas notícias, mas grandes vitórias para ativistas e protetores dos animais...


           Lobo Repórter



Você conhece o juçaí?

17 de novembro de 2010
O juçai nada mais é que a polpa dos frutos da palmeira juçara (Euterpe edulis Martius), típica das regiões da mata atlântica, ameaçada de extinção, pela extração insustentável do palmito.

O que a grande maioria ainda não sabe, mas o que já garante o sustento de uma pequenina minoria, é que felizmente essa polpa vale mais que o palmito, portanto a árvore em pé garante uma renda maior do que ela morta, após a extração do palmito.

As Palmeiras Juçara demoram cerca de oito anos (pode chegar a 12) para alcançar a fase adulta, quando começam a produzir tanto o fruto, quanto o palmito.

Quem já experimentou garante que o juçai é ainda mais saboroso que o açai, além de, evidentemente, mais sustentável para o povo do sul, já que estaríamos consumindo um produto nativo de nossa região, que não percorrerá grandes distâncias para chegar no nosso prato.

O juçai têm o mesmo valor calórico que o açai, mas ganha em valores nutricionais. Possui 70% de ferro e 63% de potássio a mais do que o seu semelhante: o açai. Os níveis de antocianina (a coloração roxa dos alimentos indica a presença desta substância que age como antioxidante, anti-inflamatório, inibie a oxidação do colesterol LDL e diminue os riscos de doenças cardiovasculares e de câncer) são quatro vezes maiores no juçai.

Palmeira em pé...mais dinheiro no bolso


Um tolete de palmito, com cerca de 70 cm, vale para quem extrai míseros R$ 4,00 e implicam no sacrifício de uma árvore que levou 8 anos para crescer. Enquanto que com a venda da polpa do fruto o agricultor chega a ganhar até R$ 26,00.

Fica claro que a árvore em pé é muito mais negócio.

Os frutos são retirados por habilidosos nativos - já que essa produção acontece na mata atlântica e emprega jovens locais que garantem a manutenção florestal e seu sustento - que sobem até o cacho de frutos, com o auxílio do que chamam de "peconha" e retiram cuidadosamente o cacho sem perder sequer uma semente.


No processo que transforma o fruto em polpa, as sementes são deixadas de molho em temperatura de 30º, para que não mate o embrião da semente, posteriormente são colacadas em uma máquina que extrai a fina película roxa que envolve a semente. A película vira a polpa e a semente é usada em novo plantio. Até a água utilizada no despolpamento pode ser reaproveitada no banho, porquê contém um óleo, liberado pelo fruto, considerado excelente hidratante.

O IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica) desenvole um trabalho, monitorado pelo Ministério do Meio Ambiente, onde cinco comunidades quilombolas já cultivam as palmeiras juçara e vendem a sua polpa. Conservando a floresta, garantem seu sustento financeiro e certamente no planeta.

Uma frase que traduz a realidade do que isto significa, no ano da biodiversidade, mas no país que só enxerga o pré-sal, é de autoria de coordenador técnico de Associação do Quilombo do Campinho Fábio Reis:

"Se esses jovens não tivessem a oportunidade de se capacitar, o que estariam fazendo? Eles não precisam aumentar as demandas de subemprego nas cidades, porque têm a riqueza em suas próprias comunidades. Buscamos, com isso, a formação de novos líderes comunitários e a valorização da cultura nos quilombos. São valores que não são enfatizados nas escolas. Assim, eles passam a entender que podem ser gestores do ambiente em que vivem, aprendendo a lidar com a terra, valorizando os atrativos turísticos e culturais de seu povo."

E como o homem, não costuma se preocupar com os animais, nem quando planeja um manejo sustentável dos recursos do planeta, a natureza, sempre sábia, dá o seu jeito. Os muitos animais que também se alimentam dos frutos da palmeira juçara, e muito mais que nós, garantem também o reflorestamento, como os tucanos, periquitos, sabiás, tiribas, capivaras, entre outros, podem se alimentar dos frutos que não são extraídos pelos homens por diferentes motivos. Palmeiras muito finas, tortas e com parasitas não entram no esquema agroecológico, assim como os frutos que não amadurecem no devido tempo...nestes casos o alimento é todo dos animais.

Mas que fique claro...por mais que o homem se considre soberano e sejam os nativos, conhecedores da mata, que extraem os frutos...são os animais,de fato, os verdadeiros agentes florestais! Quanto mais animais...mais comida! Para todos nós!

A agroecologia é um caminho certo e óbvio. Não é porque a nossa agricultura escolheu copiar os modelos europeus e fazer isso por décadas, que este esquema está certo. Há muito o que se aprender...e o simples observar da natureza pode nos trazer muitas respostas.

Podemos extrair sim! O que não podemos é dizimar!

E eu que considerava o açai extremamente sustentável e principalmente saborosissimo...vou me render ao juçai. Assim o povo do norte garante a preservação da Amazônia...e nós, aqui da região sudeste, tentamos recuperar o que sobrou da Mata Atlântica, tão exuberante e importante quanto os demais biomas e avassaladoramente mais aniquilada.




Referências:  Espaço do Produtor
                    Biodiversity Reporting Award

Caldeirão canino

27 de outubro de 2010
Neste sábado recebi uma mensagem de uma amiga minha pelo celular: "Põe no Caldeirão do Huck!", como não estava em casa, não acatei a sugestão e só depois, através do you tube, descobri o porquê dela ter me indicado a atração global. Para quem não assistiu, segue o vídeo, segunda parte do quadro, na qual eu mais chorei...



Chorei de felicidade por saber que ainda existem esses Joãos no mundo. De tristeza por saber que são poucos, muito menos do que a maioria que escraviza, abandona, mata e tortura tantos animais, de qualquer espécie, todos os dias, pautados por distintas ou nenhuma justificativa.

Chorei porque é emocionate sim, ver pela televisão histórias desses heróis, exércitos de um homem só, que salvam sim, a vida dos animais...mesmo que sempre haja alguém para fazer aquela incrível perguntinha “Por quê não vão salvar as criancinhas?”


Que sirva de exemplo para todos os outros canais, as pessoas gostam de ver também quem ajuda animais. Dá audiência. E nada melhor do que ouvir da boca de um apresentador de TV Global, que é melhor adotar um vira-lata do que comprar uma animal de raça.

E é melhor sim! Quando você adota, resgata, recolhe você está salvando uma vida.
Quando você compra, você financia, compactua e perpetua um comércio vil e cruel.

O recado está dado. Obrigada a vocês: Joãos e Marias, anônimos incansáveis de todo o Brasil, que também abdicaram de uma vida social, do luxo e do status para salvar vidas.

"E esse caminho que eu mesmo escolhi" diferente da música de Raul Seixas não é tão fácil seguir...
Mas cada escolha vem sempre com uma (ou muitas) renúncias...
Ainda assim, acredito que vale a pena ser rotulado de louco, nesse mesmo mundo onde os normais vivem focados no próprio umbigo.

E para encerrar esta postagem, gostaria de homenagiar a minha irmazinha, futura veterinária, rotulada de louca e anormal porque recolhe animais de rua. Ela está com 30 cachorros neste momento e as pessoas que a criticam são as mesmas que não ajudam em nada.

A vida para ela de fato é mais pesada, assim como para o meu cunhado, parceiro incansável da causa, mas estas 30 vidas que ela salvou, retribuem com um amor incondicional todo santo dia.

E neste mundo, onde famílias se matam por dinheiro, onde morrem tão cedo Isabellas e Joannas...me sinto grata e abençoada por ser minha irmã quem é!

Seguem as fotos de alguns dos filhos que ela resgatou.


 A Juaninha chegou adulta também na casa da minha irmã, não sabemos se foi abandonada ou se estava perdida. Não sabia se comportar na rua, quase foi atropelada e tinha muito medo de tudo. Tem sequelas que evidenciam os maus tratos sofridos. Hoje desfruta de uma "velha infância" pois adorou duas filhotes que minha irmã também recolheu e que ela adotou prontamente com quem brinca quase que o tempo inteiro, como se ainda fosse um filhote.



A Kiara, nossa poodle de corpo e pit bull de alma, tinha donos, que a compraram e a espancavam. Ela tem as patinhas da frente tortas, tem artrite e sente muitas dores, ainda mais agora que está ficando velhinha. Quando minha irmã a adotou ela tinha medo de tudo e todos. Felizmente hoje é uma cachorrinha segura e tranquila, mas que não leva desafora pra casa.




A Leda é extremamente temperamental e chata. Mas felizmente minha irmã não usa essa justificativa para abandona-la novamente, como costumam fazer os sem coração. A Leda era um filhote e foi encontrada junto com seus irmãozinhos que felizmente também consguiram um lar.

O Netuno foi um dos que estavam mais debilitados. Meu cunhado o encontrou próximo a praia, completamente acometido por sarna, já sem pelos pelo corpo. Estava muuuito magro, desnutrido, tinha um olhar triste e quase não se levantava. Ficou na minha casa no período de reabilitação, não dava trabalho para medica-lo ou dar banho. Hoje além de sadio é um cachorro muito tranquilo também.


A Ofélia já era adulta quando minha irmã a resgatou correndo insana no meio de uma rodovia movimentadissima, aonde inclusive não é nada raro encontrarmos animais vítimas de atropelamento.


Este é o Sarnei, tem este nome porque estava com sarna, só para variar, certamente o melhor presente que minha irmã recebeu. O Sarnei é tranquilo e carinhoso...além de ser amado por todos os outros mebros da família. Ele é uma unanimidade!




E não quero com esta postagem obrigar as pessoas a entrarem para este time de loucos e povoarem suas casas com centenas de animais. Quem escolhe este caminho tem que ter vocação, pode ser que seja um karma. Não sei, não há muito que se explicar também.

Mas se está passando pela sua cabeça ter um bichinho, não caia nestas armadilhas de pet shop e criadores que dizem possuir uma raça X que combina com seu comportamento e estilo de vida Y.

O amor dedicado a estes animais determina seu comportamento. Claro que cada um tem a sua personalidade, tal qual em uma família, onde os membros destoam, mas se existe amor, respeito e união, só prevalecem as coisas boas.

Não compre um animal. Salve uma vida!

Um P.S.: Os cachorros da foto não estão disponíveis para a adoção. Estes, felizmente, já encontrarm a sua família. Mas há milhares de animais enclausurados em abrigos e CCZs, vivendo em holocaustos, a mercê da sorte ou do azar pelas esquinas de todas as ruas...esperando por uma família.

Os Bettas

20 de outubro de 2010
Olá meninas, quero me desculpar pelo furo de quarta-feira passada e falar hoje sobre os singelos peixinhos bettas...(aqueles vendidos em pet shops em aquários muito pequenininhos).

Semana passada estive em São Paulo e minha filha ganhou um exemplar da espécie. Nunca fui muito fã nem de aquários, muito menos de gaiolas, acho que são a maior representação do egoísmo humano. Mas enfim...o peixe veio parar nas minhas mãos e decidi pesquisar mais sobre a criatura, numa tentativa de maximizar seu bem-estar principalmente no que diz respeito ao tamanho do aquário...

Muitas barbaridades lidas e ouvidas depois, descobri que este peixinho tem origem no sudoeste asiático e pode ser encontrdo até hoje próximo as plantações de arroz desta região, o ambiente ideal para uma espécie que não depende apenas de suas brânquias para respirar. Este peixinho possue um orgão chamado de labirinto que captura o oxigênio da atmosfera (sim, ele precisa de ar, tanto quanto nós), por isso águas estagnadas e sem muita oxigenação são perfeitas para ele.

Esta caractérística foi decisiva para que se iniciasse sua comercialização. É um peixe que sobrevive em condições mínimas e não exige grandes cuidados.

Os machos da espécie não toleram invasões de outros machos em seu espaço e expulsam as fêmeas logo depois de fertilizarem seus ovos. Essa agressividade que os rotula de briguentos nada mais é do que pura vocação paterna. Mas serve também para entreter seres-humanos de duvidosa evolução, que os colocam em duplas em aquários para que briguem mesmo até se matarem.

Ele também é um peixinho carnívoro e larvófago, mas em aquários são alimentados com rações específicas com muita proteína. A alimentação certamente foi o ítem com maior discrepância na minha pesquisa na internet. As indicações variaram entre três vezes ao dia ou até a cada três dias. No meu caso ficarei com a opção dia sim, dia não, a qual ele já estava acostumado.

Quanto a limpeza do aquário as indicações também variaram muito. Mas fica óbvio que água sem oxigênio não representa água suja. Importante também saber que este peixinho gosta do ambiente constante, ou seja, água sempre na mesma temperatura e PH. Portanto é importante que a água esteja limpa, mas trocar a água com muita frequência certamente prejudicará o peixe.

Essa limpeza deve ser feita sempre deixando um pouco da água que já está no aquário misturada com a limpa, isso facilita a manutenção da temperatura e PH. Recomenda-se também que a água que irá substituir a suja no aquário seja do chuveiro ou fique por 24 horas "descansando", isso serve para eliminar o cloro.

Alguns outros cuidados foram sugeridos, a maioria dispensável demais no meu ponto de vista, marketing para pet shop, invenções mercadológicas e afins.

No meu caso optarei por uma aquário maior do que aqueles mínimos vendidos nos pet shops. Como este peixinho necessita subir a superfície toda vez que coloca o labirinto para funcionar, acaterei a recomendação de também colocar plantinhas aquáticas, as elódeas, que servem como uma "caminha", evitando o sobe e desce para respirar.

Enfim, quis dividir estas informações com vocês, mas gostaria de focar alguns pontos:

Continuo não concordando com o comércio de animais, no que depender de mim, eles vão a falência.

Pensamos em animais, e principalmente em peixes, como decoração, enfeite, objeto...mas são seres-vivos, merecedores de condições mínimas de sobrevivência.

O comércio de animais rotula espécies e raças indicando-as para cada tipo de humano e estilo de vida, como se fossem shampoos para cabelos. Quanta verdade há nisso?

Quantos são os animais vitimados pelo comércio legal ou ilegal?

Quanto realmente precisamos disso?

A vida não deveria ser banal, nem quando se trata de um animal.

Ouvi bizarrices sobre estes pobres peixinhos porque a maioria das pessoas que os compra não sabe nada a respeito deles. Cuida deles com a receita dada pelo vendedor do pet shop, sem entender o que ele precisa, nem sua forma de viver.

E o peixinho continua lá...circulando em seu aquário mínimo...no centro da sala de jantar.

...mas as pessoas na sala de jantar...

Temos o direito de saber!

29 de setembro de 2010
Como os testes em animais são um recorrente assunto deste blog, achei pertinente dividir com vocês uma descoberta que fiz nestes últimos meses.

O deputado estadual de SP, em exercício e candidato nesta próxima eleição, Feliciano Filho do PV tem um projeto de lei que obrigaria as empresas a exibirem em seus rótulos se existem componentes de origem animal ou se os produtos foram testados em animais.

Segue o texto disponível no site do deputado sobre a lei.


Determina que, na comercialização de qualquer produto que contenha componentes de origem animal, ou que tenha sido elaborado através de método que utilize o uso de animais, o consumidor seja informado destas circunstâncias.

É dever do Estado promover a educação e informação dos consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria das relações de consumo.

É direito do consumidor, quando da oferta de produtos, receber informações corretas, claras, precisas e ostensivas sobre as características de tais produtos, dentre elas a origem e o método de produção.

Este direito é garantido eficazmente quando se aprimora a rotulagem dos produtos para conter informação completa sobre o conteúdo e composição do produto ou de componente dele, bem como dados sobre suas características, dentre elas a origem e método de produção.

A rotulagem dos produtos não alimentares deve igualmente mencionar informações específicas para garantir a segurança da sua utilização e permitir que o consumidor conheça todas as características do produto que está adquirindo, dentre elas a origem e método de produção

O objetivo de tal lei é garantir informação completa sobre os produtos e seus componentes, bem como sobre os métodos de produção de tais produtos e componentes. Esta transparência atende aos princípios da informação e da dignidade da pessoa humana garantidos na Constituição da República.

Para fazer o download do PL clique aqui!

Há um tempo procurei mais informações de como poderíamos mobilizar mais pessoas para criar uma lei que obrigasse as empresas a fornecer estes dados nas embalagens. Conversei com o pessoal do @guiadeembalagem no twitter e eles me disseram que o problema com uma lei como esta é a fiscalização (mas ai os excelentíssimos aprovam a tal da lei da palmada, e sejamos coerentes, de que forma isto será fiscalizado num país com milhões de pessoas). Enfim, eles me disseram que seria mais interessante que as empresas que não realizam os testes, nem utilizam nada de origem animal fornecessem estes dados na embalagem, o que as diferenciaria ainda mais e geraria um marketing positivo. Também concordo!

Mas pouco tempo depois eu encontrei este PL e me animei...

Acho que é nosso direito sim! Muitos desavisados ou desinformados teriam seu direito de escolha mais garantido, posto que muita gente nem imagina quão horrendos são estes testes e outras nem sabem que eles existem. Acredito que isso forçaria a maior parte das empresas a buscar alternativas.

Porque uma coisa é um bando de protetores infernizando o SAC da empresa e eles educadamente falando que não existe outra forma para proceder...mas tudo fica muito diferente quando a prova da crueldade estiver bem visível para todo e qualquer consumidor.

E vocês, o que acham?

Árvores

22 de setembro de 2010
Todas nós passamos por isso. Logo nos primeiros anos escolares somos obrigadas a engolir a história de nosso descobrimento (Como assim descobrimento, se os índios já estavam aqui?). A escola não nos ensina como viviam os índios, como era sua relação harmoniosa com o meio ambiente e como sabiam o que da natureza extrair sem destruir todo o ecossistema. Aprendemos apenas que chegaram aqui os portugueses, se fizeram donos da terra, patrocinaram um regime que subjuga seres-humanos em nome do dinheiro (escravidão) e ainda catequisaram os índios (Hã? E ainda aprendemos que isso era para o bem deles). Enfim, nossa história já começa errada e continua neste caminho até hoje.

Índios deslocados, quase extintos e os portugueses começaram a gafanhotar o pau brasil -a grande maioria dos brasileiros nunca nem viu um exemplar desta árvore que nomeia nosso país. E esse é o nosso começo! Um país gigante pela própria natureza, que exatamente por isso, foi vítima de estupros ambientais constantes e avassaladores em nome do progresso.

Foi assim com os portugueses, continuou assim na ditadura, quando os militares convidaram criadores de gado para explorar a Amazônia (tanta árvore para nada, resolveram desmatar tudo para criar gado, acreditando que aquilo era evolução).

Apesar do Brasil vir diminuindo seus índices de desmatamento, bastante timidamente, ainda somos os líderes neste quesito. Ninguém desmata mais do que o Brasil...e certamente poucos criminosos estão agora encarcerados, pagando por seus delitos. Porque o país não condena nem ricos, nem considera muito graves os crimes ambientais.


A pecuária, o cultivo da soja e a indústria madereira são as grandes responsáveis pelo desmatamento exacerbado. Todas as outras formas de cultivo sustentável e a agroecologia não são tão rentáveis quanto essas atividades, que exigem pouco trabalho e geram muito dinheiro.

Querem nos convencer que para que a comida chegue em nossos pratos, precisamos sim desmatar mais e mais...Mas isto é mentira! Mentira de quem quer continuar lucrando muito sem ter trabalho.

Quanto deste alimento se perde e é jogado fora sem alimentar ninguém? Há que se combater o desperdício. É necessário investir numa logística eficiente, transporte e distribuição rápidos. E aos consumidores cabe fazaer sua parte, comprar somente o que será consumido. (estima-se que no Brasil cerca de 17 mil toneladas de alimentos vão para o lixo diariamente).


Enfim...aprendemos bem cedo todas as formas de nos sustentar e garantir nossa vida apoiados por um sistema que aniquila a natureza...E a maioria das pessoas  acha justo! Sem se importar com todos os animais que vêm sendo dizimados, nem com as árvores que são destruídas todos os dias...

E as árvores são o foco desta longa postagem. Costumo dizer que para mim dói tanto ver uma árvore sendo serrada, uma reserva consumida pelo fogo quanto um animal sendo torturado. Para mim funciona assim: a vida em primeiro lugar! E eu também defendo as criancinhas...e para que elas continuem vivendo por aqui são necessárias muitas e muitas árvores, porque planejo que meus filhos no futuro respirem oxigênio e não gás carbônico.

Claro que defendo as árvores porque com a sua existência, elas nos garantem a sobrevivência, mas defendo principalmente porque, preservação - para mim-  sempre esteve ligada ao mal que não podemos fazer. Na base do viva e deixe viver. Com base no respeito que devemos ter com todas as outras espécies vivas, também habitantes deste planeta.

Cerca de 472 espécies de árvores brasileiras estão em extinção, entre elas:

Pau Brasil
Hoje é proibido cortar essa árvore ilegalmente. Mas estamos no Brasil e o que é ilegal gera renda e ofício para muitos marginais ricos.


Castanheira
A mais famosa árvore nativa da Amazônia. De grande porte chega a medir 60 metros de altura. Mesmo seu fruto sendo fonte de extração, sevindo de alimento para populações indígenas e animais, essa árvore vem sendo ilegalmente explorada há muitos anos, o que também a coloca no grupo de espécies ameaçadas.

Pinheiro do Paraná
É a única espécie do gênero Araucaria encontrada no Brasil. Encontrada principalmente no sul do país ela é muito importante para o ecossitema porque seus pinhões servem de alimento para pequenos animais no inverno, quando quase não existem frutos e néctars. Seus cones são como uma manjedoura, protegem as plantas menores e retêm a umidade. Mas mesmo assim, ela também está em extinção.


Imbuia
Da região do Paraná, é uma árvore grandiosa, cresce vagarosamente. Em Curitiba há um exemplar de cerca de mil anos. Essa belíssima árvore está em extinção, simplesmente porque o homem senteniou que móveis fabricados com a sua madeira, valem mais que sua vida!



Entre as espécies ameaçadas está também a Palmeira Juçara, nativa da Mata Atântica que vêm sendo dizimada para extração de palmito ilegal. Para se extrair o palmito, desta espécie, é necessário sacrificar a árvore, que demora de 8 a 12 anos para gerar o fruto.

Juçara

Em contra partida as palmeira de açai e pupunha, nativas da Amazônia, mesmo com a extração do palmito se matém vivas. A grande diferença consiste na forma como crescem os palmitos. Na espécie juçara o palmito se concentra no tronco, por isso a necessidade de sacrificar a  a árvore, enquanto que nas espécies amazônicas o palmito se forma em touceiros, permitindo a extração sem matar a árvore. Além disso a extração do pamito, na espécie pupunha pode ser feito dentro de 18 meses.

Açaizeiro
Tem papel fundamental na econômia brasileira, por causa do seu fruto: o açai.
(Aliás, foi comprovado que o açai tem mais proteínas que o ovo e o leite)


Portanto na hora de comprar palmito lembre-se que quando escolher o juçara estará sendo cúmplice do desmatamento de uma árvore em extinção, enquanto que se optar pelo de açai ou pupunha estará mantendo árvores de pé e fonte de renda para comunidades na Amazônia, que podem sim, viver da floresta em pé, sem precisar compactuar com madereiros e pecuaristas para sobreviverem.

Vale lembrar também que uma palmeira juçara em pé serve para alimentar animais como tucanos, sabiás, gambas, tatus e esquilos que precisam de suas sementes e frutos para sobreviver.

Ultrapassando as razões lógicas e científicas, a escritora Dorothy Maclean defende as árvores (centenárias) como as grandes purificadoras de energias negativas no mundo. Para ela são estas grandiosas árvores que fazem a manutenção energética no planeta (quase que como a história de Pandora, em Avatar).

Pode ser que para a ciência isto não seja nem comprovado, nem interessante, mas para mim é uma verdade clara e quase óbvia. O mundo é energia. Percebemos isto, facilmente quando nos sentimos mal em ambientes como hospitais ou necrotérios, assim como nos sentimos extremamente bem em bosques, parques ou florestas. A energia da vida sobrepõe-se ao mal. Assim como sempre preferimos estar ao lado de pessoas que emanam boas vibrações e nos afastar de criaturas que vivem negativamente.

Para Dorothy Maclean não basta replantar árvores, mas sim preservar as representantes centenárias. Porque dependemos delas não somente para respirar, mas também para tornar este planeta mais equilibrado e menos nefasto.

Para quem quiser se aprofundar nesta linha de pensamento Dorothy Maclean escreveu um livro, entitulado O Chamada das Árvores e para quem não acredita nisso, ainda assim fica o meu apelo: O dia da árvore passou, sem termos muito o que comemorar...meu pedido é claro: deixem-nas de pé!

Há inúmeras formas de conserva-las vivas, preservando todo o ecossitema que depende delas (incluindo nossa irresponsável espécie) e ainda assim ganhar dinheiro.

A economia não pode párar. Eu concordo! Mas esta forma predatória de consumo que gera renda e morte já não deveria perpetuar em pleno ano de 2010.

E para quem se animou com esta postagem: mãos a obra! Que tal ser responsável por contribuir com uma vida! Seus filhos também vão precisar delas!





Vote pelos animais!

15 de setembro de 2010
Olá meninas...a postagem de hoje é curtinha, mas valiosa para quem pretende eleger políticos dedicados a defesa dos animais.


Há alguns dias recebi um e-mail da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) que divulgava uma iniciativa da ong para facilitar o voto de quem deseja escolher candidatos que tenham compromisso com a defesa e proteção dos animais.

Com o nome Vote pelos Animais a campanha lista diversos candidatos, da presidência aos deputados, divididos por regiões que em comum defendem os animais. Há um resumo das atividades de cada um, com o que fizeram durante deus mandatos e durante seu ativismo, no caso dos candidatos que nunca foram eleitos.

Para quem ainda não tem voto, também defende o direito dos animais e uma política que inclua ética, respeito e dignidade na forma como os tratamos, é uma excelente dica.

Está tudo bem mastigadinho, mas isso não é desculpa para não ir além e pesquisar um pouco mais dos candidatos que te agradarem mais. Afinal ninguém pode ser resumido a algumas linhas apenas...

Os candidatos em quem votamos devem refletir nossos ideias. Meus ideiais eu já escolhi. Espero que vocês também!

Para acessar a página da campanha clique aqui!


Campanha federal a favor da vivissecção

2 de setembro de 2010
Meninas, ontem passei o dia no médico e quando tive temo para postar por aqui a internet me boicotou. Mandei um e-mail para a Thata, me desculpando pelo furo e ela liberou a quinta-feira para a minha coluna (extraordinária) desta semana. Infelizmente o tema não é dos melhores, mas espero que possamos debater o assunto e tomar alguma medida contrária. E vamos lá...

Há algum tempo noticiei no meu blog uma medida insana adotada pelo governo federal. Com o dinheiro público (seu, meu...nosso) e sem consultar a sua opinião a respeito, ficou simplesmente decidido que se iniciaria uma campanha a favor da vivissecção.

Foto extraída do site Mídia Independente

Sim. Você leu direito, o governo federal iniciou uma campanha para convencer os brasileiros que os terríveis testes em animais são necessários.

Mesmo que isto pareça ser inconstitucional, além de retrógrado e na contra mão mundial a campanha é real e já começou a acontecer.

No dia 31 de agosto, um encontro no Rio de Janeiro, com biólogos marcou o início da campanha, o que significa, que o seu dinheiro está servindo para produzir cartilhas que serão entregues aos alunos de escolas públicas, onde acontecerão também, teatrinhos na tentativa de convencer a nova geração de que estes testes são válidos e necessários ao bem da sociedade.

Esperar que um adolescente de rede pública perceba a discrepância imensurável entre o tratamento que ele recebe em hospitais públicos e os milagres que esta suposta alternativa da ciência deseja oferecer, será a minha esperança, de que não se convençam que torturar seres-vivos é necessário.

Por isso, acredito que protetores, ongs, abrigos...todas as pessoas e entidades ligadas a defesa dos animais devem se unir. Mostrar que já existem soluções, formas e alternativas que substituem estes testes terríveis...e que esta campanha, na verdade, esconde uma quadrilha bilionária que lucra muuuito com o sofrimento desses seres-vivos, mas não repassa esse lucro a sociedade que pretende enganar...

Triste ver tantos jovens, estudantes ou formados, com tamanha sede por sangue e dinheiro...

Leia mais: ANDA

Brigadistas: anjos da natureza!

25 de agosto de 2010
No domingo passado, o Fantástico exibiu uma matéria sobre os incêndios que estão ocorrendo no Brasil. A reportagem menciona o arco de fogo, o Tocantins, Marcelândia, um pouco de tudo o que vimos incansavelmente nestes dias. Um fogo que não pára de queimar, um fogo que já destruiu desde casas e estabelecimentos comerciais, até e, principalmente, grandes reservas. Devastando o habitat de inúmeros animais, tornando o ar seco e a qualidade de vida indigna.



E no meio de tanta tragédia, num cenário desumano, para homens e animais, existem os brigadistas: seres-humanos que se dedicam a apagar todo esse fogo, normalmente e evidentemente provacado pelo homem, pecuaristas interessados em transformar o planeta num grandioso e rentável pasto, para que possam ganhar cada vez mais dinheiro e acumular fortunas que apenas eles vão torrar, em atividades e supérfulos tão inúteis quanto suas próprias existências.

Enquanto isso homens e mulheres de distintas origens chegam a trabalhar árduas 12 horas por dia, para apagar o fogo, para interromper este inferno que prejudica todo mundo!

Eles são incansáveis e nem sempre reconhecidos, porque nossa sociedade valoriza duvidosos personagens, qualifica quem usa terno e sapato de couro, remunera bem que nem sempre desempenha um bom trabalho, valoriza status e descarta o verdadeiro valor.

E através deste post, escrito pela maria ninguém que sou, presto minha homenagem a essas pessoas que de fato trabalham, com força, coragem e vontade, que alteram cenários, que salvam animais, sim! E para mim isso muito importa!

Obrigada a vocês, brigadistas! Desejo-lhes o melhor, uma recompensa que lhes esteja a altura!

E tenho certeza, o Planeta lhes será grato, eternamente.

E se há os bandidos espalhados e vestidos com todos os tipos de uniformes...há também os bons moços, sem o arquétipo de telenovelas, sem a mesmisse da vida que não gera: seres-humanos de carne, osso e alma valiosa.

Obrigada, mais uma vez!

Tá na moda!

11 de agosto de 2010
Quem diria, mas eu, a mais plebéia colaboradora deste blog, hoje vou falar de moda! E o que eu, entendo de moda? Quase nada, mas quando a moda resolve se manifestar politicamente sobre uma tragédia ambiental: estou dentro!

Então vamos lá...

A Vogue publicou, agora em agosto, um ensaio de nome "Water & Oil" onde faz clara alusão ao desastre do Golfo do México. As fotos falam por si:









As fotos são de Steven Meisel e causaram polêmica, além de incomodaram a imprensa internacional, que defenderam que publicações como estas não são papel de uma revista de moda (Oi?).

Sinceramente, para mim, não importa nem um pouquinho o que pensa ou deixa de pensar, tanto a imprensa nacional quanto a internacional. Eu adorei a proposta! Achei o ensaio real, ousado e inovador.

Liberdade de expressão, sempre! A Vogue deu seu grito: "Está na moda, também, se preocupar com o que acontece no mundo! Está na moda, também, se importar com o que estamos fazendo ao meio ambiente e com todas as outras espécies que vivem aqui tanto quanto nós...! Está na moda ser consciente!

E para nós, reféns do petróleo, fica a lição...Vocês não acham? Nada como expor a nossa soberana espécie as intempéries a que vitimamos os animais, só para que sintamos um pouquinho mais na pele o que causamos, involuntariamente ou não, aos animais e a toda a natureza.

E Viva a Vogue!

Lixo nunca mais...?

4 de agosto de 2010
Nesta segunda-feira, dia 02 de agosto de 2010, finalmente foi sancionada pelo presidente Lula a Política Nacional de Resíduos Sólidos. E o que você ganha com isso...?

Vamos lá...

A questão do lixo, no Brasil, é uma aberração para um país que pretende chegar a ser primeiro mundo. Tanto por falhas públicas, quanto e principalmente pela conduta das empresas e do cidadão.

Algumas empresas conseguiram prever que a sustentabilidade era uma alternativa crescente no mundo inteiro e certamente, a longa prazo, traria também benefícios financeiros.

Sobre o lixo, cheguei a escrever no meu blog sobre o sistema de coleta de Barcelona, que é um exemplo de eficiência.

Mas aqui no Brasil o cenário é bem diferente, há quem sobreviva dos restos dos lixões, tantos, espalhados pelos quatro cantos do país. Educação e cidadania são palavras desconhecidas pela maioria que não se cansa de consumir mais do que precisa, nem se acanha ao jogar um pedaço de papel pela janela de um veículo motorizado.

Por 19 anos esse projeto de lei tramitou inexpressivamente pelo congresso e, finalmente, dentro de alguns meses, passaremos a ter uma lei de primeiro mundo, num país com visão de terceiro. E isso continua significando uma vitória.

O que muda?

Fabricantes, distribuidores e vendedores passam a ter responsabilidade com os produtos e embalagens que produzem, o que fará com que produtos como agrotóxicos, óleos, lubrificantes, pneus, lâmpadas pilhas, baterias e eletrônicos tenham um destino certo...que não seja, só para variar, o meio ambiente.

Essa responsabilidade chega também nos domicílios das cidades onde existir coleta seletiva; fica obrigatório separar o lixo nesses municípios.

Haverá ajuda financeira do Governo Federal para as cidades, cooperativas de catadores, indústrias de reciclagem e projetos na área.

Lixões a céu aberto ficam proibidos e toda cidade deverá possuir seu próprio aterro sanitário.

O governo também pretende iniciar campanhas de conscientização para a população, ainda tão ignorante quanto ao assunto.

Eu espero que essa lei e todas essas determinações, sirvam não somente para instituir uma forma inteligente e eficaz de tratar nossos resíduos sólidos, exterminando assim, um grave problema ambiental, como espero, principamente, que fique claro que investir em sustentabilidade é mais seguro, prático e rentável.

O que fazemos com o plástico é uma atrocidade burra que justifica sempre a escolha pelo petróleo continuar sendo aclamada. Se esse plástico não retorna a sua cadeia, onde pode vir a ser reciclado várias vezes, precisamos de mais matéria-prima para começar outro novo ciclo. Com isso, continuam ganhando, quem sempre esteve ganhando, mas agora chegou a hora de dividir melhor todo esse bolo.

Portanto ganhamos todos nós:
quem ousar entrar nesse mercado
quem já está nesse mercado e não possuia a visibilidade ideal
quem era um excluído social exatamente por trabalhar com o lixo
quem consome, que vai poder, finalmente, contar com o respaldo das grandes empresas, que deverão disponibilizar mecanismos que tornem mais fácil o caminho da cadeia reversa
o Planeta?certamente
os animais? com absoluta certeza. E essas particularmente são as minhas maiores vitórias.

(Esperar pelo dia em que a minha filha não assistirá uma praia infestada de animais mortos, porque comem o nosso lixo, porque o alimento deles a gente roubou.)

Eu acredito na reciclagem! Porque sei que recuperar o que ficaria perdido é muito mais lógico, do que ficar extraindo recursos naturais incansavelmente, mesmo que isso tenha mais pontos negativos que positivos, mais prejuízos do que benefícios E é assim, porque os benefícios ficam nas mãos de poucas pessoas enquanto os prejuízos sobram para mim, para você, para o seu vizinho, para os peixes, aves, mamíferos...para o mar... e nós não somos nem bilionários nem estamos no congresso nacional!

E não quero com esse texto fazer apologia ao governo Lula. Olho para os candidatos e me pergunto porque ainda me interesso por política e possuo essas características que ultrapassam a utopia. Até a Marina Silva que possivelmente será a minha escolha, tem como vice o presidente da Natura, empresa que eu boicoto, porque posa de sustentável e isso é fajuto, porque diz ter parado de realizar testes em animais apenas em 2008,  porque definitivamente é uma empresa que pegou carona na moda verde, mas não coloca em prática o que promove.

Mas em época de elição vale tudo...e aprovar projetos que enchem de alegria os corações de ambientalistas é uma tática genial, enquanto se aprovam a estatal de petróleo no pré-sal, alterações do código florestal e a maldita Belo Monte, repleta de pontos escusos. Ninguém dá ponto sem nó. Mas pelo menos hoje eu tratarei de enxergar o copo mais cheio do que vazio!



Oceanos

9 de junho de 2010

Ontem, dia 8 de junho, foi o dia mundial dos oceanos...e esta é a minha homenagem...


O Dia Mundial dos Oceanos, foi criado na Conferência do Rio em 1992, ainda não foi oficializado pelas Nações Unidas, mas tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a sua importância no equilíbrio ecológico da terra e prestar-lhes um tributo.




Os oceanos ocupam mais de 70% do Planeta Terra e, talvez, por esse motivo, os tratemos com tanto descaso e despreocupação. Retiramos deles o alimento, com total falta de respeito e exacerbada irresponsabilidade. Extinguimos espécies, interfirimos em ecossitemas, assassinamos mamíferos e peixes para fins fúteis e desumanos. Poluimos suas águas, tantas vezes cristalinas. Derramamos óleo, tingindo suas águas com a cor da morte, pelo dinheiro...sempre o dinheiro...


Ainda assim, eles continuam a desempenhar suas funções, gerando vida, que gera a vida, que através dela captura nosso CO2...

Nós não sabemos, muito bem, como gerar e manter a vida, mas geramos demasiadamente CO2, mais até do que pode suportar o planeta. E não estamos satisfeitos: queremos mais!



E nesse dia: tenho mais outro pedido: Não ignore a vida, só porque você não a vê!

Não descarte o lixo em qualquer lugar, porque é no mar que ele vai chegar...é nos oceanos que ele vai parar... são as espécies de lá que ele vai assassinar...


Esse planeta já foi tão generoso conosco, nos presenteando com paisagens surreais de belezas infinitas...sejamos gratos e não agentes nefastos guiados pelo dinheiro, a serviço de uma escravidão social que impõe a ambiental!

Viva e deixe vivar! Não seja você, mais um cúmplice, dessas barbaridades, diariamente cometidas pela nossa mesquinha e imprudente espécie, contra todas as outras formas de vida, existentes nesse mesmo planeta!



Um minuto de silêncio:












 



E depois são elas: as assassinas!




Esta postagem também está no meu blog. E desta vez não foi a falta de tempo que justificou ela também estar aqui, mas sim a minha imensa preocupação com o que estamos fazendo com este planeta e com todas as outras espécies.
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