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A insustentável futilidade das celebridades

8 de dezembro de 2010
Recentemente as mídias que se dedicam às celebridades noticiaram que a Cruela Latina: Jennifer Lopez juntamente com seu marido feio, lançariam uma linha de roupas e utensílios em alguma lojinha americana. E numa demonstração  ápice da ignorância do casal, várias peças terão no histórico, assassinatos em nível máximo de crueldade.

Porque beleza vem de dentro!

O escalpelamento das peles dos animais ainda vivos = casacos de pele

Não vou indicar vídeos, não vou divulgar imagens chocantes, mas corriqueiras para pessoas que produzem essas peças e para seus cúmplices que as compram. São vídeos que me deprimem tão profundamente, que acabam minando minha energia, devastando o que eu sinto e tenho de bom. Não quero perpetuar essa sensação, nem dividi-la com ninguém.

Quero apenas que as pessoas entendam, que nada que envolve tanta dor, sofrimento, maldade e serve para fins tão egoístas, fúteis e sem sentido,  deve continuar sendo aceito. Não mais!

Essas são algumas mulheres famosas e um homem, invejadas, desejadas, que inspiram e ditam tendências...algumas seriamente desiquilabradas, outras sem muito o que oferecer...mas todas demosntrando um vazio profundo, a ausência de sentimentos nobres como compaixão, indulgência e solidariedade além de vagarem por um mundo que não existe!

O casaco melhora a qualidade das músicas dele?

Diminue a quantidade de cocaína que ela cheira?








A torna interessante ou inteligente?

O casaco não esconde o sebo no cabelinho

Estabiliza as crises e recaídas dela?



que ombreirinha...hein?







E não torna Zeta Jones, mais bonita do que ela é.




Gisele Bundchen hoje têm um blog concorrendo a um prêmio na categoria sustentabilidade: mas seu passado lhe condenaaaa!



 




 

O casaco melhora a imagem?

Existe bom gosto, aqui?







 

Alguém discorda que independente do valor do maldito casaco, o status que ele carrega ou qualquer outra estupidez do gênero, não existe uma pessoa que tenha ficado bonita nesta foto?


De fato, dinheiro não é sinal de bom gosto!










Felizmente meu ideal de sucesso não inclue este sistema de vida.

Não quero ser como elas e preciso de outros valores para dar sentido a minha existência...
















































































































































Os ecos de Cazuza

7 de julho de 2010

Vinte anos depois da morte do artista sua poesia se mantém atual e constante, ainda ouvida e proclamada, ainda viva!

Comecei a gostar de Cazuza já na infância, quando prestava atenção num ou dois refrões aqui e acolá...Eram os anos 80, eu apenas começava a viver, mas ele já estava se despedindo desse planeta...

Morreu aos 32 anos, enquanto eu, aos 9, apenas questionava a professora do primário sobre a catequisação dos índios, na minha opinião bastante duvidosa. Afinal se os indíos, aqui já estavam, vivendo suas vidas com seus costumes e crenças...para quê, afinal, lhes enfiar goela abaixo algo que não queriam aprender...

Enfim...eu questionava uma matéria escolar, enquanto ele uivava sua indignação, constatações e amor numa poesia desmedida e num cantar único. A adolescência chegou para mim e muita mais fã fiquei de Cazuza, que traduziu sempre as minhas idéias...que me fez querer chegar sempre mais longe.

Admito que quando assisti o filme sobre a vida do cantor e poeta, constatei que um dos meus ídolos era na verdade um burguesinho mimado, sem limites e ainda perdido nesse mundo. Jamais ousaria falar com meus pais da forma como ele fazia – e olha que meus pais me chamavam de boca dura e me sentenciavam castigos quando eu resolvia enumerar meus motivos – muito menos vou admitir que meus filhos falem assim comigo – permito que argumentem, muito mais do que meus pais comigo fizeram, mas trato de deixar bem claro, que sem respeito não há conversa.

Mas aquele garoto mimado, não me devia explicações sobre isso, a mim ele deixou um conjunto de idéias e uma obra que falam por si. Não me interessa aonde foram parar seus limites ou se sequer chegaram a existir...

Acredito que existem almas indomáveis nesse mundo...e que bom seria, se a maioria delas conseguisse produzir metade do que Cazuza deixou...

Dizem, e em parte eu concordo, que o que mantém a chama da inspiração acesa de fato é o sofrimento, amores impossíveis, indignação, o não ser feliz...até porque só as pessoas alienadas são felizes...mas incapazes de criar!

E ele me deixou um acervo que completa meus sentimentos, que define meus pensamentos, que relembra meus ideais...A ele eu só posso agradecer, lamentar a ausência que me impede de assisti-lo ou de saber o que mais viria. Afinal o Brasil é um prato cheio de inspirações raivosas, pena não termos hoje mais poetas como Cazuza...Porque a ditadura (felizmente) acabou, mas sem ela nos sobraram calipsos, luans,  axés, funks e um abismo de boçalidade sem sentido e sem razão...

Infelizmente meus heróis também morreram, alguns de overdose, outros não, mas a grande maioria já se foi...e os meus inimigos...estes sim continuam no poder. E infelizmente eu não tenho o talento e a sensibilidade de Cazuza para lhes mandar alguns recados atuais...

os meus inimigos votando a favor das alterações do Código Florestal

Por isso deixo com vocês um vídeo de “Brasil”, onde o Cazuza canta com a Gal Costa, que deixa ainda mais ácida essa musica, que pelo visto, será sempre atemporal...

Obrigada Cazuza, por dizer por mim o que eu nunca conseguirei falar!

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"...eu tava aqui pensando...pensando
nos anos 2020 eu vou ter o quê?
72...73 anos...?
VAI SER TUDO IGUAL...TUDO, TUDO IGUAL"

Perto do Fogo
Cazuza/Rita Lee

Tudo...Cazuza! Tudo, tudo igual!

A Copa da África do Sul

16 de junho de 2010
De todas as minhas futilidades, acredito que o futebol, seja a maior delas. E mesmo que fale mais alto meu coração alvo e negro paulistano, acabo também por me contagiar com essa energia nacional a cada quatro anos.

De fato me irrita um pouco, tantos temas sendo ignorados pelas mídias para que sucessivas e repetitivas notícias acerca do campeonato mundial sejam exaustivamente divulgadas. Também me incomoda saber que muito mais lixo será produzido, muito mais CO2 será gerado, o que me faz pensar que nossos rituais, sejam eles quais forem, normamente carregam certa dose de estupidez. O que vão fazer com as milhares de vuvuzelas, bandeiras de plástico e todo o tipo de acessório desnecessário, assim que a Copa terminar??

Enfim...dilemas sustentáveis ficarão para um outro post. Hoje quero discutir aqui a importância da copa de 2010 na África do Sul...Porque o Mundo inteiro teve que párar e reparar nesse país tão distante, num continente tão esquecido pelo resto do mundo.

Localizada no extremo sul do continente africano, a África do Sul é um país extremamente multiétinico. Onze línguas oficias são faladas, sendo o inglês o mais predominante. A população é composta em sua maioria por negros (aproximadamente 70%). Ainda assim essa minoria branca , em épocas passadas, foi responsável por um dos regimes mais desumanos e cruéis de toda a nossa história: o apartheid.

O apartheid, que significa separação,  foi um regime que impôs a dominação da minoria branca sobre o restante da população: negros, indianos e mestiços. Esse termo foi reconhecido legalmente apenas em 1948, quando chegou ao poder o Novo Partido Nacional (NNP), mas desde o século XVII, quando o país foi colonizado por holandeses e ingleses, essa segregação já existia.

Os negros não podiam ocupar o mesmo transporte coletivo usado pelos brancos, não podiam residir no mesmo bairro e nem realizar o mesmo trabalho, entre outras restrições. Os brancos passaram a controlar cerca de 87% do território do país, o que sobrava se compunha de territórios independentes, mas paupérrimos, deixados aos grupos sociais não-brancos.

Algumas leis que eram aplicadas na época:

- Proibição de casamentos entre brancos e negros - 1949.
- Obrigação de declaração de registro de cor para todos sul-afriacanos (branco, negro ou mestiço) - 1950.
- Proibição de circulação de negros em determinadas áreas das cidades - 1950
- Determinação e criação dos bantustões (bairros só para negros) - 1951
- Proibição de negros no uso de determinadas instalações públicas (bebedouros, banheiros públicos) - 1953
- Criação de um sistema diferenciado de educação para as crianças dos bantustões - 1953

A Lei do Passe concedia a polícia o direito de prender quem fosse flagrado na rua sem a caderneta de identificação.

Em 1950 a oposição ao apartheid ficou mais intensa, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lançou uma desobediência civil. Um boicote estimulou a população a deixar o passe em casa e caminhar até um posto policial para se entregar voluntariamente.

Cerca de vinte e mil pessoas se reuniram em frente a delegacia de Shaperville. Um grupo de policiais, sem saber como controlar a multidão, abriu fogo contra os manifestantes, matando 69 e ferindo mais de 180, incluindo mulheres e crianças.

O que era para ser, até então, uma manifestação pacífica, ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville.


Em 1962, declarado líder da CNA, Nelson Mandela (principal ícone sul africano do apartheid) foi preso e condenado a prisão perpétua.

Apenas em 1989, quando tomou posse Frederick de Klerk é que começaram a ocorrer as mudanças que tornariam livres aqueles homens e mulheres. Em 1990 Nelson Mandela foi solto e a CNA se tornou legal.

Klerk e Mandela ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em abril de 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais do país.


O Parlamento aprovou a Lei de Direitos Sobre a Terra, restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinou 87% do território à minoria branca.

As eleições parlamentares de 1999 foram vencidas pelo candidato indicado por Nelson Mandela, Thabo Mbeki, descartando qualquer tentativa de retorno a uma política segregacionista no país.

Enquanto o resto do mundo colhia os frutos das revoluções feminina, sexual, saudava o capitalismo, a África do Sul vivia num regime arcaico e desumano e descobriu a liberdade há muito pouco tempo.

A Copa estar sendo sediada na África do Sul, deveria servir de ponto de partida para que descubramos mais sobre a história de países que não aprendemos na escola. Sobre as condições deploráveis em que vivem milhões de seres-humanos nesse planeta.

A Europa não tem mais o poder de impor sua autoridade branca para os povos africanos, mas através de suas multinacionais, extrai diamante e ouro do continente, acumula fortunas, faz crescer a econômia de seus países...as custas do trabalho dos africanos, que evidentemente, ficam com a menor parte dos lucros.

Hoje eles podem realmente morar aonde quiserem. Mas será que estão - que estamos -  livres, dos ditadores brancos que nos colonizaram? Acredito que não! Essa imposição européia e norte americana, trajada por multinacionais vão continuar a explorar recursos e mão de obra do países subdesenvolvidos e isso nos tornará reféns indefinidamente!

Liberdade...liberdade, abra as asas sobre nós...!

Do you wanna be my Valentine?

14 de fevereiro de 2009
Hoje acordei no clima de Valentine's Day (na verdade acordei com café na cama do hubbie, mas ajudou mais ainda no clima, hihihihihi....), então fui procurar alguns casais famosos que estão juntos há muito tempo e parece que vão continuar assim...
Eva e Tony
Will e Jada (fooooooooooofos!)
Demi e Ashton
Victoria e David
Angelina e Brad (poor Jen...)
Ben e Jennifer
Katie e Tom (lindos!!!)
Jay-Z e Beyoncé
David e Courteney

E pra você, quais são os seus matches made in heaven? Curta seu Valentine's Day!!!

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